Autor: OR CULTURA

    Apoio ao desenvolvimento da produção cultural independente do Brasil, divulgando e promovendo o desenvolvimento profissional de artistas independentes.

Comunicado importante!

 Comunicado Importante – Mudanças no Modelo de Associação da ANEE

O Instituto ANEE informa que, a partir de janeiro de 2026, haverá mudanças significativas em seu modelo de associação e contribuição.

Não será mais cobrada anuidade e não haverá novas admissões de associados. Em substituição, será adotado o formato de membros apoiadores, que contribuirão com uma taxa única de adesão a ser definida, podendo ser parcelada em até 12 vezes no cartão de crédito.

Os atuais associados não precisarão mais renovar sua anuidade a partir de 2026. Caso desejem, poderão se desligar da associação a qualquer momento. Contudo, será facultada a permanência no Instituto ANEE como membros apoiadores, desde que realizem o pagamento da taxa única de adesão.

Destacamos ainda que, a partir desta mudança, não haverá mais gratuidade nos serviços oferecidos pelo Instituto ANEE. Todos os serviços de assessoramento, apoio e divulgação nos canais de comunicação da instituição – Canal da ANEE, Revista da ANEE, ANEE WebTV e, em breve, a plataforma de cursos – estarão disponíveis mediante aquisição e pagamento dos respectivos pacotes de serviços.


Essas mudanças refletem o compromisso do Instituto ANEE em focar esforços em ações de maior impacto, com ênfase na captação de doações e patrocínios voltados ao desenvolvimento e fortalecimento de projetos culturais em andamento.

O Instituto ANEE priorizará ações de treinamento, desenvolvimento e formação em diversas áreas por meio de plataforma de cursos que está em fase de construção, projetos ligados ao audiovisual, sobretudo, cinema, festivais musicais, teatro, dança, literatura, entre outros.

Essas ações demandarão projetos específicos de curto, médio e longo prazo, autofinanciáveis, com origem e destinação de recursos baseados na participação em editais, patrocínio direto, doações e venda de “Name rights”.

O Instituto ANEE cultura, desde sua criação e oficialização a partir de 21/11/2023 não tem medido esforços para apoiar e valorizar escritores e artistas, bem como a cultura de forma geral.

Todavia, torna-se necessário alçar voos mais altos, privilegiando o profissionalismo, o comprometimento e o devido engajamento de todos que fazem cultura. Só assim, escreveremos um futuro melhor.

 

Contamos com a compreensão e apoio de todos nesta nova etapa da trajetória da ANEE.

 

A atual situação política do Brasil: atores, cenários e soluções.

O julgamento de 02 de Setembro (1)

Os textos de colaboradores deste blog não representam necessariamente a opinião da Diretoria do Instituto ANEE e tão somente o direito à liberdade de expressão e opinião.

Texto de Marcelo Carvalho

  1. Introdução

O Brasil vive um momento político singular, atravessando uma situação sem precedentes e até então inimaginável: um ex-presidente colocado em prisão domiciliar enfrentando um julgamento histórico, monitorado diariamente com tornozeleira e, mais, com agentes dentro de sua residência, procedimento raramente utilizado pela polícia. Isso, pois, segundo eminente magistrada também perseguida pelo sistema, amplamente reconhecida pelo seu rigor técnico e experiência na questão criminal, sobre essa estranha medida cautelar, “não se passaria na cabeça de nenhum juiz criminal colocar vigilância 24h na casa de algum preso. Até porque, se o sujeito precisa desse rigor, a prisão domiciliar não é a opção, mas sim, o estabelecimento prisional mesmo. No caso, Bolsonaro não se encaixa nem em um caso, nem em outro. Não deveria nem estar sendo processado, na verdade. Tudo é feito apenas para desgastar, humilhar, perseguir. Um juiz da primeira instância que inventasse uma bizarrice dessas teria sua decisão rapidamente revertida pela segunda instância, e ainda era capaz de vir a responder na Corregedoria”.

Na mesma ocasião, por outro lado, tem-se um presidente, ex-presidiário, que foi descondenado depois de 5 condenações judiciais, que determinou a sua inelegibilidade, e depois de agraciado pela anulação na Corte de todas as condenações, relacionadas à Lava Jato (incluindo triplex, sítio e outros 2 processos do seu instituto), alegando que a Vara de Curitiba, PR, era incompetente para julgar esses casos, recuperando seus direitos políticos, tornando-se novamente elegível. Só para perceber-se a força que tem um CEP.

Enquanto isso, o país se prepara para eleições em 2026, que podem redefinir suas instituições, ou seja, um nó a ser desatado que pode reconfigurar o sistema democrático no Brasil.

De 02 a 12 de setembro de 2025, a Primeira Turma do STF iniciará o julgamento de Jair Bolsonaro e outros sete acusados, entre eles militares, por suposta tentativa de golpe de Estado, o que evidencia um momento institucional crítico. O caso tem potencial para repercutir fortemente no cenário eleitoral de 2026.

O país, entre setembro e o início de 2026, estará no limiar entre estabilidade institucional ou um possível colapso democrático. Estamos às portas de uma conjuntura decisiva: democracia ou desestabilização institucional. Está em jogo a própria sobrevivência das instituições que deveriam sustentá-las. Esse julgamento de amanhã não é um evento jurídico, mas um divisor de águas político.

  1. Atores Internos e Conflitos

STF e o Judiciário

Como uma Corte se torna central na disputa política, tornando-se protagonista controverso?

O STF age de forma mais que determinada, antecipando em suspender Bolsonaro de participação política até 2030. A mídia já precipita e divulga a sua condenação, culminando no disparate e corajosa declaração do presidente do STF, no RJ, em 01/09/2025, que confessa “Estamos muito próximos de empurrar o extremismo para a margem da história…Essa ideia de quem perdeu tenta levar a bola para casa ou mudar as regras é um passado que nós precisamos enterrar”.

A Primeira Turma tem papel central no julgamento, trazendo para si caso de relevada envergadura que, se devesse ser julgado, que não é o caso como a magistrada considerou, deveria ser pelo Pleno e não por uma turma. O andamento acelerado do processo e as medidas cautelares (prisão domiciliar, tornozeleira eletrônica) mostram a tensão entre Judiciário, Executivo e Legislativo. O fato recorda processos anteriores, como o impeachment de Dilma em 2016, embora com motivações totalmente diferentes, que ressoava na Operação Lava Jato, cujos desdobramentos impulsionaram discussões sobre o papel da Justiça na política brasileira.

No caso desse julgamento, que não se pode considerar um justiçamento de Bolsonaro, que começa dia 02 de Setembro de 2025, a turma que definirá sua condenação ou absolvição para os crimes, dentre outros, de Tentativa de Abolição Violenta do Estado Democrático de Direito, Organização Criminosa Armada e Golpe de Estado, tem os seguintes perfis de integrantes: um é o seu algoz, outra a eterna discípula do outro, outro o advogado pessoal do seu maior inimigo, outro o representante de carteirinha da sinistra e sobrando um único juiz, pois os demais não o são. Ou seja, para o estudante de primeiro ano de Direito, são exemplos de livro, da aula sobre impedimento ou suspeição.

A Corte deixou de ser árbitro discreto e silencioso para se tornar protagonista frio em uma batalha que redefine o jogo político nacional, sendo decisiva em uma disputa institucional, com poder para moldar, inclusive, quem pode ou não ser eleito.

Senado, Câmara e o Executivo

Até que ponto os poderes Legislativo e Executivo resistem ao colapso institucional? Até onde o Congresso resiste à tensão? E o Executivo, como reage?

O Congresso se movimenta entre a defesa da Constituição e o manobrar político. Bolsonaro e aliados mantêm apoio por boa parte do Parlamento. Em 2021, nossa história recente mostra quando Bolsonaro tentou equilibrar apoio nas Forças Armadas para consolidar poder, enquanto a instituição compartilhava e afiançava, muito menos por palavras, mas por comportamento e resistiam à artilharia do inimigo e interferência política. O Executivo atual, por sua vez, articula forças institucionais, como o Ministério Público, o Ministério da Justiça, a AGU, a PGR e o STF para garantir o cumprimento de ordens no mínimo questionáveis e o andamento dos processos.

Legislativo e Executivo caminham em terreno instável, ora firmes na defesa democrática, ora pressionados por radicalismos e tensões internas e externas. Ambos os poderes são forças que podem tanto resgatar e salvar a democracia quanto sucumbir à jurisdição política irrestrita, pois o equilíbrio, que não é equidistante e sim proporcional, que deve ser para o bem e não para o mal, ainda deve ser decidido.

Forças Armadas e BACEN

A dicotomia entre o poder de armas e o poder financeiro se transforma em forças complementares no sistema político no país.

As Forças Armadas, historicamente, procuram se manter apartadas da política partidária brasileira e permanecer vigilantes, em que pese casos de envolvimento em situações comprometedoras, até hoje não elucidadas ou sequer levadas ou questionadas ao esclarecimento. Já o Banco Central (BACEN) trabalha sob tensão de manter a estabilidade monetária em meio à instabilidade jurídica e à pressão do Executivo e tem de buscar meios de preservar a confiança macroeconômica, o que exige atuação técnica firme.

O silêncio das armas e a estabilidade macroeconômica, das FA e do BACEN, podem ser mais eloquentes que quaisquer discursos em manter um ambiente favorável e estável. Porém, esse ambiente desejado está longe de ser realidade neste momento de instabilidade e pressão, externa e, especialmente, interna.

  1. Dimensões Externas e sua Relevância

EUA e Europa

Como diplomacia tornou-se ferramenta de gestão política? Os EUA, na atual gestão, classificam o caso de Bolsonaro de perseguição política, o que resultou em tarifações de até 50% aos produtos brasileiros e sanções a ministros do STF, do governo, PGR, funcionários ligados ao Programa Mais Médicos, parlamentares e familiares em contrapartida ao julgamento de Bolsonaro. Foi a oportunidade para que o governo reforçasse a narrativa nacionalista de seus expoentes, garotos de propaganda, situação de total conforto para esses que estão acostumados a utilizar um discurso vitimista, do mal sobre o bem, do forte sobre o fraco e do capitalismo sobre a democracia, pensando que isso venha a fortalecer seu capital político. A Europa observa com cautela, preocupada pois terá de tomar posição nesse embate político.

O Brasil se tornou foco de conflito político e diplomático, acusado de autoritarismo, enfrenta sanções que quase legitimam sua própria narrativa nacionalista. Expõem-se numa escalada de ameaças que não tem como sustentar, pois numa diplomacia de interesses e posições, a manutenção da ordem democrática parece secundária a agendas geopolíticas.

BRICS, Rússia, Venezuela

A influência de potências com orientação centralizadora se articula em silêncio, considerando, ainda, que as amizades ideológicas se tornam mapas geopolíticos.

A crise situação política interna impulsionou o governo a reforçar relações com BRICS, Rússia, Venezuela, Irã e outros aliados de esquerda, alguns deles considerados como organizações terroristas, como forma de contrabalançar o posicionamento americano. A Rússia e países como Venezuela, aliados ideológicos, podem usar retórica antissistêmica e jogar o Brasil em um alinhamento questionável. Os BRICS, que incluem o Brasil, enfrentam tensões internas justamente sobre esses vetores autoritários, testando os limites da diplomacia democrática.

O Brasil pode virar peça ou ícone de uma lógica internacional que sacrifica democracia em favor das relações ideológicas, onde democracias e regimes autoritários disputam influência na arena geopolítica.

  1. Interrelações e Impactos

A construção e manutenção da democracia não é linha reta. É uma teia complexa, onde cada fio dessa malha se tensiona uns sobre os outros.

Internamente, a pressão do Judiciário reflete e influencia o Executivo e o Legislativo. Ao mesmo tempo, pressões externas das disputas geopolíticas (como tarifas ou sanções) atingem os debates políticos internos e chegam ao Congresso e à política econômica, seja mediante as decisões do Executivo e do BACEN. Cada movimento institucional, por menor que pareça, reverbera como ondas em toda a estrutura do país. A interdependência entre instituições internas e relações externas molda um efeito dominó decisivo para o futuro do país.

Não se trata de um incidente isolado, mas da estrutura política brasileira na desagregação progressiva. Um sistema que pode ruir ou resistir, dependendo das alianças e respostas. A tensão não é pontual, mas a própria erosão e fragilidade funcional da estrutura institucional do país, que urge ser reconstruída, antes que se desfie por completo.

  1. Cenários Futuros (2026–2030)

 

  1. a) Cenário Pessimista
  • Desfecho do julgamento: condenação com penas elevadas para Bolsonaro e milícia política solidificada.
  • Eleições de 2026: polarização severa; Bolsonaro não concorre e é substituído por um candidato por sua indicação. Possível ruptura institucional viva.
  • Resultado: polarização extrema, instabilidade institucional, risco de práticas antidemocráticas, com crise constitucional, agravamento da instabilidade econômica profunda, retrocessos democráticos, estimulados por resposta à situação no governo.
  1. b) Cenário Otimista
  • Julgamento: absolvição ou nulidade da ação, após recursos judiciais, o processo consolida o capital político bolsonarista.
  • 2026: Bolsonaro concorre, ganha as eleições e conquista a maioria no Congresso.
  • Período 2027–2030: enfraquecimento da juristocracia, reforma judicial, reforço da separação de poderes e fortalecimento de instituições democráticas da democracia representativa com participação cidadã.
  1. c) Cenário Realista
  • Julgamento: condenação moderada ou absolvição parcial; silêncio institucional e equilíbrio instável entre Poderes.
  • 2026: Bolsonaro tentaria concorrer, mas encontra entraves legais; na eleição vence um candidato por ele indicado.
  • Quatro anos seguintes: governabilidade difícil, decisões judiciais frequentes e crise de confiança, mas sem ruptura total. Gradual reconstrução institucional, porém lenta.
  1. Propostas de Solução

Reforma Institucional

  • Limitar mandatos de ministros do STF, para evitar absolutismo judicial;
  • Revisão do papel do STF: como câmara constitucional e como como poder judicial;
  • Instituir um “poder moderador” ou câmara revisora popular ou parlamentar, com voto distrital e recall de mandato ou cargo.

Responsabilização e Transparência

  • Clarear requisitos legais para assumir cargos públicos, com vetos claros a figuras conspirativas.
  • Criação de comissões intersetoriais ou conselho plural formado por representantes da sociedade civil, Executivo e Legislativo para monitorar e fiscalizar decisões judiciais de alto impacto político.

Fortalecimento Cidadão

  • Fortalecer educação cívica e mídia plural para combater a informação falsa e polarização. A pesquisa mostra que discursos incivilizados aumentam episódios violentos durante campanhas eleitorais.
  • Educação cívica ampliada. A mídia livre e plural para combater narrativas conspiratórias.
  • Incentivo à participação política do cidadão como contrapeso institucional.

Defesa da Democracia

  • Fiscalização rigorosa do uso político das Forças Armadas. Reforçar a autonomia do BACEN e a transparência em suas operações, uma vez que não é totalmente independente, pois integra a administração pública federal, tem a meta de inflação definida pelo CMN e presta contas ao Congresso Nacional, para evitar manipulação partidária de políticas monetárias, a chamada politização monetária.

Diplomacia Institucional

  • Estabelecer acordos internacionais que condicionem cooperação política e econômica ao respeito institucional, ao acatamento à democracia e ao Estado de Direito; coordenação com UE e outros países democráticos para proteger o Estado de Direito.
  1. Conclusão

O Brasil está em uma encruzilhada histórica, entre a reconstrução da democracia ou o armistício perigoso de um antagonismo institucional. O julgamento de Bolsonaro, marcado para amanhã, 02 de setembro de 2025, é muito mais que um processo, é o testamento de uma democracia em transição.

Esse julgamento marca o ponto de partida de uma nova era. Mas a escolha entre colapso ou avanço democrático está nas mãos coletivas, dos Poderes, da sociedade e do cidadão. O futuro brasileiro depende não apenas das urnas, mas da reconstrução institucional, do equilíbrio de poderes e da mobilização cívica A democracia não será salva apenas nas urnas, mas nos atos institucionais precedentes e na consciência cívica. A democracia só estará salva se todos os atores, das cortes ao cidadão, cumprirem seu papel com responsabilidade.

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  • Marcelo de Carvalho Silva, Engenheiro Agrônomo, Bacharel em Direito, Professor Universitário, Voluntário na área de Segurança Pública e Educação, Experiência profissional nos setores do Agronegócios, Telecomunicações, Farmacêutico, Educação e Financeiro, Brasília, DF, Agosto de 2025.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O Sistema do Poder

As publicações de colaboradores não refletem necessariamente a opinião da diretoria do Instituto ANEE, mas o respeito à livre manifestação de opinião e o direito de expressão.

O Sistema do Poder:
Engrenagem Criminosa, Perfis Atuantes e a Lógica Oculta de Governo no Brasil
(1)

 

Introdução

Nos debates atuais sobre os acontecimentos políticos recentes e rumos do Brasil, há uma tendência preocupante de se concentrar os discursos e indignações sobre indivíduos isolados, nomes, rostos e falas, como se fossem os únicos responsáveis pelas mazelas que nos cercam e assolam. É tentador e até confortável personalizar o mal e assinalar um vilão, apontando o dedo para um único culpado, um indivíduo que personifique o mal ou a ruína institucional. No entanto, essa visão simplista ignora uma realidade mais profunda e estruturante: os eventos que ameaçam a democracia e a justiça no país não são obra de um único protagonista, mas resultado de um sistema articulado, sofisticado, complexo e interdependente, que se alimenta da atuação coordenada de diversos perfis estratégicos.

Aquela leitura superficial da realidade serve, justamente, aos propósitos de um sistema muito mais amplo e bem articulado, que se beneficia dessa personalização para se manter intocável. Cada indivíduo que ocupa um papel de destaque ou influência dentro desse sistema não está ali por acaso. Eles são selecionados, moldados e promovidos porque representam com precisão o perfil mais eficaz para cumprir determinada função dentro dessa engrenagem, conforme as necessidades estratégicas de uma estrutura que busca perpetuar-se. Assim, o sistema opera como uma máquina bem calibrada, com peças sob medida, onde cada perfil, a personalidade, o discurso e a função específica de cada ator são complementares e im

prescindíveis, muitas vezes imperceptíveis, mas essenciais para sua manutenção.

 

A Engenharia do Sistema

Não é o indivíduo, isoladamente, que conduz os rumos da política nacional. O que comanda é uma engrenagem humana cuidadosamente posicionada para manter o fluxo de poder, interesses, controle e dominação, num sistema complexo. Essa máquina é alimentada por arquétipos bem definidos, cujas características não são resultado de mérito ético, mas de adequação funcional. A composição do sistema não é aleatória, mas calculada e cada perfil cumpre uma tarefa que sustenta a estabilidade controlada do status quo. Cada protagonista dentro dessa engrenagem executa um papel que não é acidental, mas estratégico. O sistema escolhe os perfis mais adequados para cada função, garantindo sua própria perpetuação. Dentro desse jogo de peças, encontramos figuras que representam arquétipos racionalmente estabelecidos. Esses perfis não são escolhidos por meritocracia, mas por afinidade com o papel que devem desempenhar. E assim se forma uma rede de atuação que parece espontânea, mas é profundamente calculada. 

Os Perfis que Mantêm o Sistema

  1. O Perfil “Mausão” do Sistema. Rótulo: O Executor da Crueldade. Características: narcisista, crápula, prepotente e manipulador emocional. Figura central na distração coletiva, atua como o inimigo ideal. Esse perfil é essencial para desviar o foco. Ele fala alto, provoca, polariza, serve como o inimigo perfeito e transforma tudo em espetáculo. Sua agressividade não é um desvio, é estratégica. Não apenas divide, mas atomiza a sociedade, desumanizando o adversário, estigmatizando minorias e glorificando a opressão. Serve para criar narrativas falsas e cortinas de fumaça e absorver a indignação pública, desviando-a dos verdadeiros operadores do sistema. Inventa termos e conceituações que não existem, muito genéricas e não específicas, que servem para fundamentar de tudo que o interessa, pois seu subjetivismo é abrangente e útil. Faz um contorcionismo retórico em sua inusitada fundamentação, que tenta ligar alhos com bugalhos, percorrendo um círculo vicioso e não saindo do lugar para lugar nenhum. É peça central para manter o povo distraído. Suas ações e falas obedecem a uma coreografia calculada. Nada do que faz é por acaso. Esse é o rosto visível da maldade política e da escalada da crueldade que pratica sobre suas vítimas perseguidas. Fala o que pensa (ou o que mandam pensar) e despreza valores democráticos e, pior, humanitários. Seu deboche e desprezo pelas instituições são armas eficazes para confundir e mobilizar. É essencial para desviar o foco dos verdadeiros operadores do sistema, pois atrai para si as críticas e as paixões. Ele é a distração que sangra. Um peão que parece rei, mas é só a mão suja que o sistema mostra enquanto a outra, invisível, desvia e atua. O ‘Mausão’ não apenas tolera a crueldade, pois ele a encena com prazer, alimentando-se da dor alheia para consolidar sua utilidade dentro do tabuleiro. É um verdadeiro sádico. Quanto mais grita, mais esconde. Quanto mais divide, mais protege os operadores do silêncio. Ele é o vilão que o sistema apresenta para que ninguém veja o verdadeiro monstro por trás da cortina. É a criatura de um Golem corrompido. E, mais, tem o fascínio de ser considerado o vilão, como algo de excitante, a seu ver, em ocupar e sustentar esse perfil.
  2. O Perfil “Militante Cego”. Rótulo: O Apoiador Incondicional Características: Fanático cego, intolerante e reprodutor de discursos. Esse é o soldado voluntário do sistema. Acredita piamente nas mentiras que consome, repete chavões, contrário a qualquer um que ouse questionar o líder ou a causa e dissemina informações falsas. Serve para criar um ambiente hostil ao pensamento crítico. Pronto para atacar críticos, replicar narrativas e defender qualquer decisão vinda de cima, sem questionamento. Atua em redes sociais, nas ruas e nos parlamentos. Incapaz de questionar, seu papel é blindar lideranças e transformar qualquer crítica em traição. Mantém o ambiente social tóxico e refratário ao pensamento crítico.
  3. O Perfil “Intelectual Justificador”. Rótulo: O Teórico da Dominação. Características: Retórico, racionalizador e elitista. Faz o papel de “pensador” que valida o sistema com linguagem rebuscada e argumentos sofisticados, mas vazios de compromisso ético, para defender o indefensável. Sua função é convencer as classes médias e formadoras de opinião de que o que está sendo feito é necessário ou inevitável. Esse personagem oferece uma moldura teórica para o caos, usando a linguagem da academia ou da opinião pública. Disfarça o caos com argumentos que simulam coerência, legitimando ações autoritárias com verniz técnico ou acadêmico. Atua especialmente tornando o sistema palatável aos setores mais instruídos da sociedade. Torna o sistema aceitável para setores pensantes da sociedade.
  4. O Perfil “Moralista de Fachada”. Rótulo: O Guardião da Virtude Seletiva. Características: Hipócrita, teatral e oportunista. Ergue bandeiras éticas e religiosas para validar o sistema, enquanto age nos bastidores com total incoerência. É peça-chave para tentar cooptar os segmentos religiosos ou conservadores da sociedade, estando ao lado do sistema e até frequentam seus cultos para parecerem devotos e terem sua chancela, principalmente em ocasiões importantes para tal credo. Costuma visitar templos ou tribunas religiosas, buscando validação popular enquanto promove práticas totalmente contrárias aos valores que proclama. É a ponte entre o cinismo institucional e a fé popular.
  5. O Perfil “Técnico Despolitizado”. Rótulo: O Especialista do Sistema. Características: Alienado, tecnocrata e conivente. Ele jura que política não é com ele. Atua como se fosse neutro, mas sua omissão (ou tecnicismo) sustenta o sistema. Esconde-se atrás de dados, normas e tecnicidades para não enfrentar as distorções morais e políticas. Sua função é legitimar práticas ilegais com aparência de legalidade e profissionalismo. Alega apenas cumprir ordens ou seguir dados.
  6. O Perfil “Empresário Parceiro” Rótulo: O Capitalista de Oportunidade, Características: Ambicioso, conivente, pragmático e indiferente à ética. Interessa-se apenas por lucro e quaisquer bons contratos. Não se importa com a origem do lucro, desde que seus negócios prosperem. Atua como financiador e beneficiário do sistema, garantindo estabilidade financeira para a engrenagem em troca de contratos, favores e blindagem institucional. Não se envolve com ética, apenas com estabilidade para seus negócios, mesmo que isso signifique manter um sistema corrupto funcionando.
  7. O Perfil “Chefe que Aparece”. Rótulo: O Populista Performático. Características: Carismático, mentiroso contumaz, teatral e narcisista. Figura central do palco político. É o porta-voz oficial do sistema. É um ator em tempo integral, pois não governa, ele performa. Repete mentiras até virarem pseudoverdades, manipula massas com frases de efeito, eslogans e encena proximidade com o povo. Vive da teatralização do poder, onde as demandas comuns para ele são roteiros a serem reescritos em benefício próprio. Em seu universo, a verdade é maleável e a mentira, um recurso estratégico. A encenação de proximidade com o povo é meticulosamente arquitetada: ele abraça, beija, promete, ri, chora, tudo em frente às câmeras. Fora delas, seu desinteresse é gritante. Faz da vitimização sua armadura pois, quando criticado, se diz perseguido e quando desmascarado, se diz incompreendido. Rodeia-se de aduladores, em sua claque fiel, que aplaude inconscientemente e na passividade de seus beneficiários. O que interessa para ele é ser protagonista, seja lá de qualquer segmento, do mais deplorável que seja. É do tipo, falem mal, mas falem de mim. É idolatrado pelo militante cego e pelas demais claques que o bajulam, proporcionando um anteparo de proteção ao chefe ou, melhor, à divindade. A fidelidade pela cegueira de quem o cerca é cuidadosamente cultivada. Sua função é garantir que o povo se sinta representado por uma figura que, na prática, é apenas o animador oficial do golpe cotidiano. Enquanto brilha no palco, as trevas se aprofundam nos bastidores. É a fantasia que distrai enquanto a realidade é saqueada. Sem dó, é o encantador de plateias carentes de esperança, que as ilude. Sua missão é manter o espetáculo em andamento enquanto as engrenagens operam às escondidas. Acima de tudo é um narcisista. Tudo o que faz é para satisfazer seu ego.
  8. O Perfil “Chefão Oculto”. Rótulo: O Estrategista Invisível. Características: Discreto, calculista e poderoso. Esse é o verdadeiro comandante do sistema. Nunca aparece, mas tudo passa por ele e nenhuma decisão relevante escapa de sua influência. Atua como o cérebro invisível da estrutura. Sua função é coordenar silenciosamente a continuidade do sistema, proteger a engrenagem, eliminando peças desgastadas e garantindo o fluxo do poder e a continuidade do projeto de dominação. Grande parte das vezes nem o sistema o conhece.
  9. O Perfil “Cerne Duro”. Rótulo: Os Beneficiários Inquestionáveis. Características: Oportunistas, cúmplices e blindados. Formam o núcleo fechado do sistema. Recebem benesses constantes, acessam cargos estratégicos e nunca saem de cena, mesmo com trocas de governo. São os que sempre ganham, independente da narrativa pública. Aplaudem, se locupletam do sistema, estão sempre recebendo algo e fazem parte da panelinha. Blindados pelas relações internas, garantem que o domínio efetivo continue circulando entre os mesmos.
  10. O Perfil “Milícia Executora”. Rótulo: A Força Paralela da Repressão. Características: Ilegais, violentos e instrumentalizados. São agentes de instituições públicas legítimas que passaram a operar como braço clandestino do sistema. Atuam onde já não quer ou não pode aparecer oficialmente. É a deformação de uma organização pública existente, onde parte dela se utiliza de suas atividades institucionais e passa a cumprir ordens manifestamente ilegais, seja em questões de polícia ou não, para tornar eficaz tais determinações. Executam essas ordens seja em segurança pública, investigação, fiscalização ou repressão política, protegidos por uma cadeia de comando e controle que os blinda judicial e politicamente. Atuam com brutalidade e impunidade, funcionando como força paralela que protege os interesses mais escusos da engrenagem. Não respondem ao interesse público e, sim, ao comando do sistema. São os que fazem o trabalho sujo que o oficial não pode admitir publicamente. São o submundo autorizado, como um braço que corta a carne da liberdade para que o poder siga intocado. Agem como uma força parestatal.
  11. Perfil “Equipe Executiva do Saque”. Rótulo: Os Gestores da Cleptocracia. Características: Corruptos, dissimulados e organizados. Ocupam cargos administrativos de todos os níveis, mas seu foco é desviar recursos. São da estrutura de governo, da administração, da mais alta função até a inicial, que estão no governo para fazer negócio e não para cumprir sua atividade finalística originária. Criam esquemas por meio de contratos fraudulentos, licitações manipuladas, prestação de serviço a clientes específicos, parcerias com prestadores mancomunados e todo tipo de artimanhas para desviar recursos em benefício do sistema e do cerne duro. São operadores técnicos da pilhagem institucionalizada, travestida de gestão pública.
  12. Perfil “Influenciador Cooptado”. Rótulo: O Digitalizador da Mentira. Características: Vaidoso, dissimulado e subornável. Utiliza sua visibilidade nas redes para amplificar narrativas do sistema. Não questiona, apenas dissemina o que é conveniente, seja por convicção, seja por dinheiro. Transforma mentiras em memes e “desinformação” em entretenimento. Atua como catalisador do engajamento superficial e do ódio calculado.
  13. Perfil “Agente de Controle Institucional”. Rótulo: O Fiscal Selecionador. Características: Formalista, seletivo e instrumentalizado. Deveria zelar pela legalidade e pelos direitos, mas atua com parcialidade. Órgãos de controle, tribunais e instituições de fiscalização, quando capturados, tornam-se peças do próprio sistema. Perseguem adversários e protegem aliados, travestindo perseguição de justiça e conivência de tecnicismo. Sua maior atuação é como um regime de juristocracia, quando a Corte é impulsionada pela judicialização da política e pelo ativismo judicial, assumindo funções e poderes que pertencem constitucionalmente ao Legislativo e Executivo, exercendo um papel catalizador para o sistema conquistar seus interesses e atingir seus objetivos. Sua grande arma é a formalidade: cada vírgula, cada parecer, cada acórdão pode esconder um desvio. Age sob o pretexto de legalidade, mas sua bússola é política. Opera sempre com o manto da impessoalidade, mesmo quando opera com motivações claras e direções previamente encomendadas. Cria realidades jurídicas convenientes e engaveta as inconvenientes. A justiça, sob sua atuação, não é cega e, sim, míope seletiva. Esse perfil só existe porque já há um sistema construído para premiar a lealdade silenciosa e punir a autonomia técnica. Ele é o sacerdote da legalidade adaptada. Atua como filtro, como muralha de proteção aos aliados e lança de destruição aos adversários. Não julga, mas escolhe. Não protege a lei e sim o sistema. Ele é o veredicto pronto antes mesmo do processo. Seu martelo não busca justiça, mas perpetuação. Aqui, o processo só tem capa e o conteúdo pouco importa. É o cérebro da repressão elegante, o alto escalão da opressão silenciosa. Onde ele opera, o direito se curva e a Constituição vira retórica de conveniência. Para a eficácia da ordem, sela-se a cumplicidade de um pacto de ferro entre o Agente de Controle Institucional e a Milícia Executora, onde um determina e outro cumpre sem questionar.

 

Um Sistema que Se autoprotege

Essa estrutura de perfis não é aleatória ou improvisada. É uma estratégia muito bem elaborada, utilizada historicamente por regimes autoritários e organizações, sejam políticas, criminosas ou, como frequentemente ocorre, pela mistura entre ambas. O sistema não depende de um rosto ou nome, ele simula, reposiciona, substitui e neutraliza os seus próprios agentes para continuar operando e manter intacta a lógica de dominação. Se um personagem se torna excessivamente visado ou perigoso para a estabilidade do sistema, ele é descartado e substituído, como se fosse intercambiável. É aí que a ilusão se completa: a sociedade acredita que a mudança de atores é suficiente, quando na verdade o enredo permanece o mesmo. Quando um ator se desgasta, é trocado por outro que cumpre o mesmo papel. A ilusão é eficaz: o público acredita que algo mudou, enquanto a cilada fica na mesma.

 

E a Solução?

A única ruptura capaz contra esse sistema não virá de dentro dele. Não haverá transformação vinda de dentro da máquina. Virá da sociedade civil consciente e de seus representantes legítimos que não estejam cooptados e que ainda escapam da lógica sistêmica. Para isso, são necessários:

  1. Um pacto ético entre representantes e eleitores;
  2. A valorização de instituições independentes, com mecanismos efetivos de controle social;
  3. A formação crítica da população, com educação política desde a base;
  4. Transparência absoluta nas decisões e nos interesses que movem o poder público.

É preciso substituir o sistema da encenação por um sistema de participação eficaz, onde os papéis não sejam dados de cima para baixo, mas surgidos da demanda cidadã, com legitimidade. Onde o perfil ideal de governante seja o servidor público honesto, transparente e fiscalizado. Isso só é possível com uma sociedade moralmente sadia e um Estado de Direito forte, a vir a ser comprometido com a democracia e com o bem comum. Além do mais, é cada vez mais determinante a presença estruturante e estratégica de um poder moderador do povo para garantir a ordem no governo e a incolumidade do estado, baseado nos princípios e direitos constitucionais.

 

Conclusão

A responsabilidade pela crise política brasileira não está concentrada em um vilão, mas espalhada em uma estrutura sistêmica que age com método e estratégia. Reconhecer o pacto de bastidores e a aliança promíscua entre perfis é um passo necessário para que a sociedade deixe de lutar contra indivíduos isolados e comece a enfrentar o sistema como um todo. Só então será possível reconstruir uma política baseada em justiça, ética e participação popular verdadeira, e se valendo do estabelecimento e da atuação determinante de um poder moderador do, pelo e para o povo.

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  • Marcelo de Carvalho Silva, Engenheiro Agrônomo, Bacharel em Direito, Professor Universitário, Voluntário na área de Segurança Pública e Educação, Experiência profissional nos setores do Agronegócios, Telecomunicações, Farmacêutico, Educação e Financeiro, Brasília, DF, Agosto de 2025.

 

WebTv ANEE no ar.

A produção cultural brasileira ganha mais um canal de expressão com o lançamento da WebTV ANEE, iniciativa do Instituto ANEE Cultura. A nova plataforma surge para fortalecer a difusão da arte e da produção independente, ampliando os espaços já consolidados pelo Instituto, como a revista ANEE e o canal ANEE na rede UTV.

Com essa nova frente, a instituição reafirma o compromisso de democratizar o acesso à cultura e dar visibilidade a artistas, escritores, produtores e criadores de diversas áreas, muitas vezes sem espaço na mídia tradicional. A proposta é abrir caminhos para que obras literárias, musicais, audiovisuais e outras expressões artísticas alcancem tanto o público brasileiro quanto internacional.

 

A WebTV ANEE funcionará como uma vitrine digital, mas também como um espaço de troca e integração entre artistas e público. A ideia é que os programas tragam entrevistas, debates, documentários, filmes e conteúdos audiovisuais que mostrem a diversidade da produção independente nacional.

O projeto nasce em um cenário em que a cultura busca se reinventar e encontrar novas plataformas de circulação. Para os realizadores, a WebTV ANEE tem como missão não apenas transmitir conteúdos, mas valorizar a criação coletiva e dar destaque à pluralidade cultural brasileira, conectando diferentes linguagens e regiões do país.

 

A iniciativa reforça a importância de apoiar quem produz fora dos grandes polos midiáticos. “Acreditamos que a arte precisa de voz e de espaço. A WebTV ANEE chega para ser esse palco aberto, sem barreiras, onde criadores possam se apresentar e dialogar com o mundo”.

Com a soma de esforços entre revista, canal e agora WebTV, o Instituto se posiciona como uma das entidades culturais mais ativas na promoção da produção independente. A expectativa é que, a partir dessa rede de plataformas, novas oportunidades se abram para artistas e coletivos, ampliando a circulação de conteúdos autorais e fortalecendo a identidade cultural brasileira.

Agonia: um filme de tirar o fôlego.

Aconteceu na noite de ontem (28/07) a exibição do filme Agonia de Luiz Cesar Rangel, associado da ANEE, na sala de exibição São Paulo Minas no Espaço Expressa, na cidade de Jundiaí em São Paulo.

O filme aborda de maneira original e surpreendente a questão da saúde mental, principalmente o burnout, com cenas e diálogos que parecem terem sido copiados das mentes e almas de quem o assiste e se vê representado em vários momentos do filme que prende atenção do público do início ao fim.

Com atuações magistrais de Diogo Savalla, Anelise Caldini, Luiz Guilherme, Miguel Nader e uma marcante atuação de Soclesom Dantas, ator e dançarino residente em Jundiaí e participações muito especiais de Lopes Dilo, Michela Giarola, Eduardo Fortes, entre outros convidados, Agonia é de tirar o folego, provocar risos, lágrimas e ainda despertar um senso de autocrítica em quem assiste sobre comportamentos abusivos, relações tóxicas e tantas outras perturbações da mente, preconceitos e outros sentimentos que muitas vezes temos, mas, nem sempre admitimos, por achar que o erro está no outro.

A exibição especial em Jundiaí coincide com a pré-produção e início de filmagens de Pacto entre canalhas – o combinado não é caro de Rangel. Fazem parte do elenco do filme o próprio Rangel, Déo Garcez, Soclesom Dantas e grande elenco.

Pacto entre canalhas – o combinado não é caro conta também com o livro homônimo de autoria de Orlando Rodrigues – Presidente do Instituto ANEE cultura, a partir de uma adaptação do roteiro do filme para a linguagem literária que está prestes a ser lançado.

Soclesom Dantas brilha no filme Agonia com sua atuação marcante.

A arte e a cultura pulsam e como diz Rangel em seus filmes “Existimos, resistimos e persistimos”.

Porquê

Porquê

Por Marcelo de Carvalho Silva

Desafia. Explica e inquieta. Fruto exclusivo do gênero que, por humano, complica e incomoda. Decididamente, jamais satisfaz.

Mais amplo seria o frescor da brisa quando sopra nas folhas do coqueiro; a emergência que a terra dá à plântula; o luar que ilumina e embeleza a tida escuridão ou o quebrar das ondas, que faz praia nos mares. Será que somos mais felizes devido à inquietude?

Viver a plenitude do fato é explorar a imensidão das coisas, tocadas ou não. É participar em todo ambiente. Viver a causa, em si própria, não é nada, senão, quando aproveitada no porvir.

Há que ensejar o mundo vivido, em sua plenitude, com todas as nuances, desafortunadamente despercebidas pelos comuns ou pretensiosamente bisbilhotadas pelos míopes.

Como explorar, sem explicar? Trata-se de perceber: o movimento, o caminho, a forma, o modo e a grandeza. Será que isso não levaria, naturalmente, a querer explicá-la?

Talvez. Na plenitude vivida, não. Não precisa. Na pequenez humana, sim. É mais fácil explicar o que não se conhece, do que explorar a imensidão do que está em frente aos olhos. É questão de competência. É a facilidade do mínimo esforço, de empurrar com a barriga.

Mas, quando explica, não satisfaz. Num pequeno momento, tão pequeno quanto mais despretensiosa a explicação, poderia dizer que sim. Porém, para o vaidoso, no glamour de sua descoberta, quase nada transformado em tudo, sujeito e objeto, juntos, deve-se dizer que não. É inócua.

Há que perceber: tocar, ouvir, cheirar, ver e, mais, sentir. Não é fruto do conhecimento, tampouco da experiência, isoladamente. É, sim, fruto da sabedoria. Somente os sábios conseguem aliar o conhecimento e a experiência para fazer o que deveria ser o mais simples: perceber e explorar a plenitude da vida. Viver completamente.

Como lidar com o vírus da mente, que replica querendo explicar? Aonde pode levar de tanto atacar: à física, à medicina, à filosofia – mais ao meio do que ao fim? O que se quer é o sol, a saúde, o bem.

Desvia deles por se restringir ao meio. E, como encanta o ouro dos tolos… cega a vista dos desbravadores solitários, tragados no pontual, universo diminuto – anti universo.

Marca a ferro mais uma rês do hegemônico coletivo. Canção de sereia que apaixona, seduz e aniquila nos baixios dos mares. Miragem verdejante do oásis daqueles que se perdem no cáustico caminho.

Tando desconforto que faz contrastar a sensação, a razão e a devoção. Não há que dividir. Tem-se de completar. Primeiro perceber, depois, ora depois, não haverá, pois, já o é. Explica-se. O esforço maior que se tem é para contemplar. Sair do mundo comum e dirigir ao foco.

Não da razão e sim da finalidade. A finalidade das coisas da natureza.

Enxergar as partes que a compõem, o contato entre estas, a maneira que se completam, o que geram e como bastam. Quão difícil é perceber.

E, quando sente não há que explicar pois, naturalmente, a razão surge por si só. Não como instrumento no processo, mas, como evidência da própria perceção.

Porém, agora chega-se ao mais interessante. Tudo isso só é possível em havendo devoção, conclui-se. Pois, parece que do nada tudo surge. Há que se ter a criação. Mas, não se deve aqui entrar nessa seara, muito mais complexa e determinantemente fundamental.

Para isso, bem que gostaria de ver sentados numa mesa os mais corajosos (e, necessariamente, loucos!) ícones das religiões, filósofos e físicos, para saírem com uma posição conjunta sobre o tema da criação. Só poderiam sair da reclusão com um consenso, senão ficariam lá, irredutíveis, pálidos, agonizantes, até a morte. Sobre isso, pára-se aqui, ponto final: “Criou”.

interessante o esforço que o homem (gênero) comum tem de fazer para simplificar e ampliar. Ao contrário, sempre quer, por uma vontade intrínseca, incontrolável, consciente ou não, percorrer caminhos já trilhados pelo sistema. Acredita no sucesso pré-formatado, quase garantido.

E, na maioria das vezes, os poucos que conseguem atingir o dito êxtase, dececionam-se. A sensação é de vazio. É muito mais que uma questão de se ocupar com a briga do que se atingir o resultado.

Muitos dirão que isso já é muito: – “O que vale é tentar”. Outros se vangloriam da pífia conquista e emolduram-na na parede para sempre adorar. Estagnam e mumificam-se.

Outros, como já foi dito, se perdem no vazio: — lh, consegui! E, agora, o que fazer?

Sem dúvida, este último caso é o mais coerente como resultado de urna tosca situação. Ecoa: -“Dispa-se do periférico e foque no cerne”.

Já se falou e é sabido que o homem é um ser gregário. Isso facilita a proteção da espécie, a obtenção de alimento, a reprodução e a divisão de tarefas. Mas, complica no estabelecimento de valores individuais pois, o que não é massa, não é nada. É contra, rebelde, antissocial.

É desprovido de lugar e de falsas chances na canga que avassala, engana, domina e reduz á mera tração, substituível quando necessária. Melhor, assim: mantém-se íntegro.

Diga, em sã consciência, você já viu um monge budista ser homenageado com título de “Doutor Honoris Causa”? Ao mesmo tempo, o incrível é que ainda há aqueles que ficam desconsertados por não terem sido aceitos pelo vil. Decididamente, vocês se merecem, mesmo.

Ora, permitam-se crescer. Dispam-se da armadura. Rasguem-na, se preciso for, com a força do coração e a imensidão da alma. Vão ao encontro da chama que têm. Elevem-se. Nasçam.

I Premium Literatum – categoria Prosa e modalidade Crônica. Faculdade de Direito da Univerdidade Católica de Santos, SP

Patrícia Macedo – conexão cultura.


Patrícia Macedo é uma das fundadoras e integra a diretoria da ANEE, onde conduz atividades ligadas à comunicação social, se destacando pela realização de eventos culturais, entre eles o evento literário realizado no Rio de Janeiro em parceria com a cafeteria Cheirin bão no ano de 2024, cobertura de feiras de literárias na cidade e diversos eventos de natureza cultural e social, além de comandar o quadro “Conexão cultural: Eu, você e o mundo”, para o canal da ANEE na rede UTV.

Patrícia Macedo apresenta o quadro Conexão cultural: eu, você e o mundo no canal da ANEE, na rede UTV.

Essas ações fazem parte da comunicação estratégica da ANEE e Patrícia desempenha esse papel visando a consolidação e expansão da associação.
Sua expertise e carisma na condução de eventos, suas iniciativas de comunicação e marketing, entrevistas com autores e sua presença no cenário literário da ANEE proporcionam a conexão entre escritores, editoras e leitores, tornando a ANEE um espaço dinâmico e acessível para todos os amantes da literatura.
Com uma visão inovadora e um olhar atento às tendências do mercado editorial, Patrícia vislumbra tornar a ANEE uma referência não apenas como uma associação de escritores e editoras, mas como um verdadeiro polo de fomento cultural. Apaixonada por livros e pelo poder das histórias, ela acredita que a escrita é uma ferramenta transformadora e que cada autor merece um espaço para compartilhar sua voz com o mundo.
Em seu quadro “Conexão Cultural: Eu, Você e o Mundo” na Rede UTV, realiza entrevistas, apresenta resenhas de livros e aborda temas que exploram o universo literário nacional, cobrindo eventos e muito mais. Faz também lives pelo Instagram com o quadro “Conhecendo Nossos Autores Nacionais”, onde faz um bate-papo super informal, descontraído e leve para os autores nacionais terem voz e contarem suas histórias.
Seu compromisso em criar oportunidades para novos talentos, fortalecer projetos literários e aproximar o público do universo da escrita, em seu trabalho à frente de uma das diretorias da ANEE, demonstram o reflexo de sua paixão pela literatura e de sua dedicação em tornar a cultura mais acessível a todos.

Edir, um artista com fé.

Edir Bertuccelli Novo
Escritor, artista plástico, produtor de eventos culturais e gestor no cenário literário e artístico brasileiro, Edir Bertuccelli Novo tem uma trajetória marcada pela valorização da cultura e pela promoção de talentos no Brasil.

Como autor, dedica-se à produção e publicação de ebooks espíritas e espiritualistas na Amazon Kindle, explorando temas profundos sobre espiritualidade e a jornada da alma.

Edir Bertuccelli Novo é um escritor espiritualista e artista plástico, Diretor Administrativo da ANEE.

Além da escrita, Edir é um dos líderes da ANEE – Associação Nacional de Escritores e Editoras, onde desempenha um papel essencial na curadoria e publicação da Revista Cultural da ANEE, agora ampliada para abranger todas as artes e manifestações culturais. Também se dedica à produção e organização de eventos culturais, conectando artistas, escritores e profissionais do meio literário e artístico.

Na televisão, apresenta o quadro “Momentos de Reflexão”, exibido todas as sextas-feiras às 22h no Canal da ANEE na Rede UTV, levando ao público mensagens inspiradoras e reflexões sobre a vida e a espiritualidade.

Edir também é o criador da personagem Aninha, mascote da ANEE, que protagoniza o programa “Variedades Literárias” na Rede UTV, trazendo informações sobre literatura, cultura e oportunidades para escritores e artistas.

Além de sua atuação como escritor e produtor cultural, Edir Bertuccelli Novo se destaca como artista plástico, explorando diversas formas de expressão visual e trazendo sua sensibilidade artística para o universo da literatura e das artes.

Seja na escrita, na televisão, na arte ou na produção cultural, Edir segue impulsionando a cultura e conectando talentos, deixando sua marca no cenário artístico e literário brasileiro.

Junte-se a nós. Associe-se à ANEE. Saiba mais clicando aqui.

Nobreza e literatura

Beatris Hoffmann é uma escritora, poetisa, roteirista, diretora e produtora brasileira, CEO e fundadora do Grupo Hoffmann Littera e vice-presidente da ANEE (Associação Nacional de Escritores e Editoras) para o biênio 2023-2025.

Nascida em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, é formada em Produção para Filme e TV, Estudos do Entretenimento, Direção para Cinema e TV e Roteiro para Filme e TV pela UCLA Extension, em Los Angeles. Sua trajetória literária começou aos 13 anos, inspirada pelas obras de Clarice Lispector e Camões.

Beatriz Hoffmann é Vice-presidente da ANEE e CEO do grupo Hoffmann Lttera;


Atualmente, Beatris trabalha em projetos educativos por meio do Grupo Hoffmann Littera, com o objetivo principal de promover a literatura nacional, focando em gêneros como fantasia, romance, ficção, literatura cristã e acadêmica, além de atuar no segmento infantil com o selo Littera Kids. O grupo busca valorizar autores brasileiros, tanto no país quanto no exterior, oferecendo suporte integral desde a publicação até a produção audiovisual e educacional.
Na carreira literária, Beatris publicou obras como A Menina que Virou Fada: Livro para Colorir e Minha Vida na América, disponíveis na Amazon. Além disso, ela atua na área de cursos e palestras. À frente do Coletivo Vértice do Conhecimento (parte do Grupo Hoffmann Littera), Beatris dedica-se cada vez mais à educação e à inclusão social.
No universo audiovisual, Beatris também se destaca como roteirista, produtora e desenvolvedora de projetos. Na literatura, possui grande reconhecimento acadêmico, com mais de 20 honrarias e títulos nobres, incluindo o de condessa e embaixadora imortal da paz. Internacionalmente premiada, seu trabalho já foi destaque em mais de 500 matérias de jornais nacionais e internacionais.
Além de suas atividades como escritora e gestora, Beatris compartilha conteúdos relacionados à literatura e cultura em suas redes sociais, como no Instagram, onde mantém o perfil @condessabeatrishoffmann.